As atividades voltadas para as crianças com autismo são essenciais para um desenvolvimento completo de suas habilidades. Tudo deve ser feito com muita paciência e empolgação, porque ela deve se sentir estimulada e querida.

É importante lembrar também que as brincadeiras procuram desempenhar funções cruciais na vida da criança. As atividades agem no desenvolvimento das habilidades cognitivas, sensoriais, motoras, emocional e social, a partir do momento em que ela é colocada em situações lúdicas e que só tendem a aprimorar suas faculdades, dentro do espectro do autismo.

Interação

É importante lembrar que uma das características das atividades é a interação com a criança, pois um dos objetivos é levá-la a se comunicar com as pessoas que estão ao seu redor, principalmente quem elabora as brincadeiras.

Outro detalhe que deve ser ressaltado é que quanto mais a atividade for divertida e estimular a motivação da criança, mais propensa ela fica a permanecer na brincadeira de forma espontânea.

Estímulos

A pessoa com autismo precisa receber estímulos para que ela se interaja. A proposição de atividades que impulsionam a criança está ligada diretamente aos interesses e motivações dela. A partir disso, podemos falar em ação motivadora, que é responsável por parte considerável da interação e do desenvolvimento da pessoa.

Atividades que fazem toda diferença

As atividades a serem desempenhadas precisam de empolgação por parte de quem se propõe a estimular a criança. O estágio de desenvolvimento dela deve ser considerado. Sendo assim, as brincadeiras devem focar na necessidade de cada indivíduo. Então, vamos a algumas delas:

Esta atividade tem como objetivo estimular a participação física da criança e o contato dela com imagens coloridas. A brincadeira consiste em reproduzir canções infantis acompanhadas de gestos com os dedos. Tudo isso feito em um televisor de papelão, para estar realmente próximo da criança.

A ação motivadora nesse caso é cantar as músicas que a criança pode gostar a fim de estabelecer uma relação de interação entre ela e o adulto. Lembre-se que a imitação de vozes e trejeitos de um personagem infantil é extremamente relevante.

A atividade de cócegas é responsável pela aproximação da criança com o adulto, mas principalmente quando a brincadeira é feita por um personagem infantil (de preferência aquele que a criança tenha afeição).

O objetivo da atividade é fazer com que a criança se divirta, mas também desenvolva sua comunicação verbal ao pedir mais cócegas, tudo de maneira livre e sem cobrança (como deve ser em todas as atividades). Uma vez estimulada de maneira divertida, o personagem (o adulto) de desenho ou programa que ela mais gosta será responsável por essa aproximação e desenvolvimento das habilidades em questão. Outro benefício desta atividade é despertar na criança a atenção compartilhada de 5 minutos ou mais, o olho no olho.

Esta atividade consiste em estabelecer brincadeiras físicas: pular, girar, entre outras ações, como arremessar pequenos brinquedos macios e coloridos para despertar a atenção na criança, além de flexibilidade.

É importante que nas primeiras vezes, o adulto jogue o dado para saber qual brincadeira será feita e depois da confiança da criança, que ela também seja estimulada a jogar o objeto e brincar.

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Respostas de 11

  1. Cócegas podem ser extremamente desagradáveis e, em alguns casos, é considerado uma forma de tortura. No mais, qualquer atividade pode ser adequada para autistas, visto que o autismo é um espectro e cada um está num nível diferente. Eu, por exemplo, sou autista, dirijo e estou terminando a faculdade. É verdade que não gosto de sons altos, odeio fogos etc, mas conheço outros que não e incomodam. Cada um, cada um.

  2. Amei essa matéria gostaria de saber mais sobre o assunto pois sou professora de um menino de 3 ano que foi diagnosticado autista e quero ajudar em seu desenvolvimento.

  3. Muito interessante as cócegas, sou auxiliar de um autista e brinco com ele de fazer cócegas, não imagina que minha ação pudesse fazer parte de uma atividade. Ele adora pede mais e ri muito, os outros alunos se divertem ao ver suas risadas.

  4. Lembro que sempre minha filha teve preferência por brincar de bola e eu aproveitei o máximo de brincadeiras
    possíveis.

  5. Ainda estou no escuro, descobri a dois dias apenas que meu filho de três anos é autista.
    Gostei dos relatos e opiniões.
    É necessário falar, trocar experiências, descobrir novas coisas. Ele é muito inteligente e tbm gosta de cócegas, meu marido sempre brinca com ele e fico encantada com os risos… Eu particularmente detesto que me façam cócegas, então não faria nele. Agora entendo que pra ele é bom.

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