Existem casos onde a criança fala, brinca e se desenvolve apresentando poucos ou nenhum sinal sugestivo de Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Porém, ao alcançar certa idade, parece que ela “esqueceu” tudo o que aprendeu e começa a apresentar ou intensificar os sinais de autismo.

Nesta situação, devemos suspeitar de autismo regressivo. Conhece ou já ouviu falar de algum caso assim? Continue lendo para entender mais sobre esta condição!

Autismo e Autismo Regressivo

Era comum pensar que havia uma distinção clara entre autismo regressivo e autismo não-regressivo. Hoje, mais e mais médicos argumentam que essas classificações não têm sentido.

Embora a maioria das crianças com autismo perca algumas habilidades, há uma variação considerável nos tipos de habilidades perdidas, em que idades e em que graus. 

Os médicos observam que quanto mais examinam a história do paciente e o ambiente doméstico, mais eles veem sinais de autismo clássico e não o desenvolvimento neurotípico que foi repentinamente perdido.

Com isso em mente, alguns médicos dizem que o que é muitas vezes considerado como autismo regressivo, na verdade, deveria ser apresentado como um dos diferentes sinais iniciais do TEA. 

Em vez de uma distinção clara entre autismo “padrão” e autismo regressivo, existe, na verdade, um complexo espectro de possibilidades em relação à perda de habilidades sociais, emocionais e de comunicação.

O que é Autismo Regressivo

O autismo regressivo é uma condição muito rara. Nele, uma criança parece apresentar um desenvolvimento social, emocional e de linguagem normal e, em seguida, perde a fala e as habilidades sociais sem motivo aparente.

Isso geralmente se desenvolve entre 15 e 30 meses de idade. Pode acontecer muito repentinamente ou gradualmente. 

Durante décadas, o autismo regressivo foi considerado um subtipo de autismo. Pesquisas mais recentes sugeriram que até 40% dos diagnósticos de autismo se encaixam no modelo regressivo. 

Grande parte da mudança ocorre porque a compreensão clínica do transtorno do espectro autista e da própria regressão está evoluindo.

As habilidades afetadas pelo Autismo Regressivo

A regressão pode afetar as habilidades iniciais de comunicação social com mais frequência do que afeta a linguagem.

Enquanto a maioria das descrições dos pais de crianças com autismo regressivo envolvem a perda de vocabulário, um estudo recente descobriu que crianças com autismo podem perder habilidades iniciais de comunicação social com mais frequência do que perdem palavras. Algumas dessas habilidades de comunicação social incluem ser capaz de:

Os pesquisadores esperam que, ao identificar esses tipos de sinais precoces de TEA, mais crianças possam ser identificadas mais cedo e receber o tratamento de que precisam.

Dados sobre o Autismo Regressivo

A maioria das crianças autistas que experimentam regressão geralmente apresentam alguns atrasos no desenvolvimento de suas habilidades e até mesmo passam pela perda de algumas das habilidades que alcançaram.

Isso tende a ocorrer antes dos 3 anos de idade. Em média, a idade da regressão é de 21 meses.

Um estudo feito pelo jornal Development and Psychopathology, descobriu que apenas 6% das crianças diagnosticadas perdem todas as suas habilidades já adquiridas. E esses 6% já apresentavam limitações nessas capacidades antes do diagnóstico.

O restante tendeu a manter a maioria de suas habilidades, mesmo quando algumas competências críticas foram perdidas.

Portanto, especialistas advertem que as histórias de crianças regredindo “são reais e assustadoras”, mas tranquilizam os leitores e pais ansiosos, pois esse tipo de autismo regressivo é raro.

Ferramentas de diagnóstico para crianças com suspeita de TEA

Já existem muitas ferramentas usadas por especialistas e profissionais de saúde para testar e avaliar se uma criança tem Transtorno do Espectro Autista. Na avaliação, vários especialistas trabalham juntos para identificar a real condição de uma criança.

A equipe multidisciplinar geralmente inclui um psicólogo, um fonoaudiólogo e um pediatra ou psiquiatra infantil. A realização dessa avaliação pode resultar em um diagnóstico mais preciso.

O diagnóstico também pode identificar o melhor plano de tratamento para uma criança com autismo.

O teste para determinar se uma criança pode ter TEA consiste em vários procedimentos. 

Isso inclui assistir e observar como uma criança brinca e interage com outras, conduzindo entrevistas com os pais da criança e revisando e avaliando o histórico de desenvolvimento da criança. 

A equipe de médicos também mede os pontos fortes e fracos da criança em áreas como movimentação, comunicação e pensamento.

Concluindo

Portanto, podemos dizer que, apesar de ser raro, o autismo regressivo deve ser considerado quando existe uma regressão repentina ou gradual nas habilidades da criança.

Porém, somente um médico ou outro especialista sobre o assunto será capaz de avaliar o caso individualmente, realizar um diagnóstico e encaminhar a criança para a terapia adequada.

Como sempre reforçamos, o diagnóstico precoce é a melhor ferramenta para o tratamento dos sintomas graves de autismo! Sempre procure a opinião de um profissional ao sinal de qualquer suspeita de TEA.

Por falar em profissionais especialistas em autismo, que tal aprofundar seus conhecimentos sobre o autismo regressivo com este vídeo do Dr. Clay Brites? Clique no play e faça bons estudos!

https://www.youtube.com/watch?v=aDjHONh7fHs

Referências: 

Sprout Therapy. 2020. Regressive Autism: How Common Is It Really?. [online] Disponível em: <https://www.joinsprouttherapy.com/studio/types-of-autism/regressive> [Acesso em 24 agosto 2021].

Respostas de 8

  1. Isso ocorreu com meu filho. De repente parou de falar mamãe, papai e dar tchau. Aos dois anos começou a presnetar seletividade alimentar e não atendia aos comandos, parecia surdo. É apavorante vivenciar essa situação.

  2. Meu filho tem 2 e 8 meses, se comunica super bem, faz contato visual…
    Parou de falar mamãe, passou a chamar de Mamy…
    Parou de pedir água em português passou a pedir em inglês e agora não entendemos como ele pedi…
    Ele smp fez xixi na escola, agora parou de fzr…
    Tem dificuldade de se relacionar com quem não conhece, se retraindo…
    Tem uma vergonha danada das partes íntimas…

  3. meu filho tem três anos e venho percebendo o comportamento dele em algumas situações ele chora quando vou vestir uma roupa nele, só quer tomar banho com minha mãe, a fala tmb tem muitas coisa que entendo outras não quando perguntam o nome dele ele não fala.

  4. Meu filho tem 6 anos e 7 meses tudo normal até essa idade depois de uma mudança de casa ele ficou dizendo que tinha um casal seguindo ele e que ia pegar ele,em umas três ocasiões em mercado ele segurava a mão da mãe dele e perguntava se era ela mesmo de lá pra na escola começou a dar risadas sozinho e falar sozinho e não se interage fala muito pouco
    Até essa idade se desenvolveu normal

  5. Meu filho foi diagnosticado somente em 2022 com autismo. Hoje com 10 anos. Com um ano já se sabia que ele poderia ter algum atraso de acordo com exames de imagem. Aos 5 anos entrou na escola e começou a regredir, já era desfraldado e voltou fazer cocô nas calças(entre outras coisas). Até hoje nenhum médico soube me explicar o porquê essa regressão foi tão tarde.

  6. Meu nome é Fernanda com um ano e 2 meses é possível diagnosticar ? Meu filho dava tchau e jogava beijos do nada parou quando chamo pelo nome não olha também estou preocupada

  7. MEU GABRIEL CHAMAVA MAE E PAPA AOS 6 MESES ANDOU COM 11 MESES AGORA NÃO INTERAGE COM CRIANÇAS, MUITO DIFICIL ALIMENTAR ELE TBM FAZ COCO E XIXI E NÃO RECLAMA SE NÃO VERMOS ELE FICA ASSIM SEM RECLAMAR, CORRE MUITO DE UM LADO PARA O OUTRO, SACODE AS MÃOS, NAO PARA UM MINUTO NÃO ATENDE COMANDOS, NÃO FALA MAIS NADA GOSTA DE TUDO EM INGÊS MEU CORAÇÃO ESTA PERDIDO

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