Não existe um tratamento para curar o autismo, mas algumas intervenções podem reduzir os sintomas, melhorar a capacidade cognitiva e as habilidades da vida diária.

As diferenças em como o TEA afeta cada pessoa fazem com que cada uma tenha pontos fortes e desafios únicos na comunicação social, comportamento e habilidade cognitiva. Portanto, o tratamento é geralmente multidisciplinar, envolvendo intervenções mediadas pelos pais e focado nas necessidades individuais da criança.

As estratégias de intervenção comportamental se concentram no desenvolvimento de habilidades de comunicação social e na redução de comportamentos restritos, repetitivos e desafiadores. A terapia ocupacional, a fonoaudiologia, o treinamento de habilidades sociais e a medicação podem fazer parte do tratamento.

Tipos de tratamentos para autismo

Existem muitos tipos de tratamentos para autismo, como a análise de comportamento aplicada(ABA), treinamento de habilidades sociais, terapia ocupacional, fisioterapia, terapia de integração sensorial e o uso de tecnologia assistiva.

Abordagens de Comportamento e Comunicação

De acordo com relatórios da American Academy of Pediatrics e do National Research Council, as abordagens de comportamento e comunicação destinadas ao autismo são aquelas que fornecem estrutura, direção e organização para a criança, além da participação da família.

Análise Aplicada do Comportamento (ABA)

Uma das abordagens mais usadas no tratamento para autismo é a análise comportamental aplicada (ABA). O método ABA tornou-se amplamente aceito entre os profissionais de saúde e é usado em muitas escolas e clínicas de tratamento. 

O ABA incentiva comportamentos positivos e desencoraja comportamentos negativos para melhorar uma variedade de habilidades no autismo. O progresso da criança é monitorado e medido.

Existem diferentes tipos de ABA:

Outras terapias que fazem parte do tratamento para autismo:

Tecnologia assistiva

A tecnologia assistiva, com dispositivos como placas de comunicação e tablets eletrônicos, pode ajudar as pessoas com TEA a se comunicar e interagir com outras pessoas. Por exemplo, usando símbolos e imagens para ensinar habilidades de comunicação. 

Tratamento e educação para autistas e crianças com déficits de comunicação (TEACCH)

O TEACCH usa dicas visuais para ensinar habilidades, como cartões ilustrados para ajudar a ensinar uma criança a se vestir, dividindo as informações em pequenos passos.

Terapia ocupacional

A terapia ocupacional ensina habilidades, como vestir-se, comer, tomar banho e se relacionar com as pessoas, que promovem a autonomia no autismo. 

Treinamento de habilidades sociais

O treinamento de habilidades sociais ensina às crianças habilidades para interagir com outras pessoas, incluindo conversação e resolução de problemas.

Fonoaudiologia

A terapia da fala ajuda a melhorar as habilidades de comunicação.

Tratamentos alimentares

Existem algumas intervenções que promovem mudanças na dieta, como a remoção de certos alimentos e o uso de suplementos vitamínicos ou minerais. Os tratamentos alimentares baseiam-se na ideia de que as alergias ou a falta de vitaminas e minerais causam sintomas de TEA. 

No entanto, é importante conversar com o médico ou um nutricionista para ter certeza de que a dieta da criança inclui as vitaminas e minerais necessários para o seu crescimento e desenvolvimento.

Medicamentos

Não existem medicamentos que possam curar o TEA ou tratar os sintomas principais. No entanto, alguns podem ajudar a controlar a hiperatividade, desatenção, ansiedade, depressão, entre outras comorbidades.

Os medicamentos não agem da mesma forma em todas as crianças, por isso é importante buscar ajuda de um profissional de saúde experiente no tratamento para autismo. Os pais e profissionais devem acompanhar de perto o progresso e as reações da criança quando medicada para assegurar que quaisquer efeitos colaterais negativos do tratamento não superem os seus benefícios.

O mais importante é se lembrar que o melhor tratamento para autismo será aquele que considera as necessidades de cada criança.

Se restou alguma dúvida, deixe nos comentários.

Referências:

CALAZANS, Roberto  e  MARTINS, Clara Rodrigues. Transtorno, sintoma e direção do tratamento para o autismo. Estilos clin. [online]. 2007, vol.12, n.22 [citado  2021-04-26], pp. 142-157 .

NIKOLOV, Roumen; JONKER, Jacob  and  SCAHILL, Lawrence. Autismo: tratamentos psicofarmacológicos e áreas de interesse para desenvolvimentos futuros. Rev. Bras. Psiquiatr. [online]. 2006, vol.28, suppl.1 [cited  2021-04-26], pp.s39-s46.

Respostas de 3

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *