Quando se fala em Transtorno do Espectro Autista (TEA), muitas pessoas ainda imaginam uma situação que não oferece tantas possibilidades aos pacientes diagnosticados com autismo. No entanto, a psicomotricidade está aí para comprovar o contrário: há bastantes coisas que podem ser trabalhadas para desenvolver a criança em suas estruturas, principalmente as perceptivas, foco deste artigo.

O papel da psicomotricidade

É interessante notar que a função das atividades da psicomotricidade é bem ampla e pode abranger vários aspectos do paciente, considerando-se também as especificidades que o autismo se manifesta nas pessoas.

Vale ressaltar que é por meio da psicomotricidade que a criança com autismo tem a percepção do seu corpo e do espaço em que está. Além disso, os psicomotricistas, especialistas da área, trabalham com os estímulos dos pequenos; proporcionando a eles a valorização dos seus sentidos, dos sentimentos e das sensações que fazem parte da sua vida. Isso apresenta às crianças o conhecimento de suas próprias percepções por meio de relações emocionais e do afeto.

Por que é importante a psicomotricidade na infância?

Além dos motivos citados acima, a psicomotricidade se mostra imprescindível para a criança porque as áreas psicomotoras têm o seu desenvolvimento nos primeiros sete anos de vida do pequeno. Além disso, vale ressaltar que elas são hierárquicas, ou seja, uma depende da outra para a sua funcionalidade. Elas são conhecidas da seguinte forma: estruturação espaço-temporal, noção de corpo, lateralização, praxia fina e praxia global; tônus e equilíbrio.

As estruturas perceptivas pela psicomotricidade

Os especialistas procuram trabalhar as estruturas perceptivas por meio de atividades que possibilitam às crianças a capacidade de observação do ambiente e das coisas que as cercam. Isso resulta em um aprendizado a mais para elas, uma vez que tendo a noção do que está à sua volta, as crianças têm seu cérebro ‘moldado’ a partir dos exercícios realizados pelos psicomotricistas.

Importante lembrar que as atividades cerebrais e as funções do corpo são dependentes, sendo que um é estimulado pelo outro, o que possibilita a interação entre as partes. A psicomotricidade é um fator de grande relevância para a vida de uma criança autista, pois, a partir dela, tem-se a capacidade de desenvolver as habilidades dos pacientes no espaço que eles ocupam e na própria vida.

A escola trabalha a psicomotricidade?

Sim. A partir das atividades dadas em sala de aula, os educadores podem induzir os alunos a desempenhar funções que estimulem a psicomotricidade. Trabalhos como recortar, colorir, fazer riscos, escrever o nome, marcar palavras, entre outras tantas são muito importantes para desenvolver a psicomotricidade nas crianças. Muitas escolas contam com um especialista em psicomotricidade ou mantêm convênios com clínicas ou consultórios que contam com a presença desse profissional.

Quando procurar ajuda?

A resposta para esta pergunta é muito relativa, porque cada caso depende da situação. Contudo, o diagnóstico de autismo pode ser percebido a partir do momento em que a criança passa a se manifestar pela fala, pela comunicação visual, pelo andar e por alguma outra função que possibilite sua expressão. Quando diagnosticada por um médico, a criança já pode começar as intervenções, que incluem o estímulo da psicomotricidade.

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Respostas de 8

  1. Excelente oportunidade! Vocês são muito competentes !Estou amando participar com vocês nesses c rsos! Obrigada pela oportunidade!

  2. Tudo o que é divulgado por vocês (NeuroSaber) é muito importante para mim, pois trabalho como Psicóloga em uma escola. Parabéns! amo Vocês!

  3. Trabalho há anos em escola e hoje percebo que a cada dia cresce o número de alunos com alguma síndrome e que muitas das vezes quando é chamado o responsável para saber mais um pouco da criança, se recusam a falar e diz que é de famíla.Nesse momento percebo que tenho que começar pelos pais para chegar ao aluno.
    Através dos vídeos e palestras consigo caminhar com o meu trabalho escola. Muito obrigada.

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